quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

6.1.4 - A produção do conhecimento como construção do objeto.








6.1.4 - A produção do conhecimento como construção do objeto.

Em obediência a esse princípio, as Instituições de Ensino Superior precisam se adequar aos sistemas legais para se tornarem mais eficientes e mais nobres no desempenho de seus objetivos socioeducacionais. 
O principal objetivo da universidade é buscar a perfeição pela indissociabilidade do ensino, da pesquisa (produzir conhecimento) e da extensão, conforme está disposto no artigo 207 da Constituição Federal, quando diz que “as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.
A produção do conhecer tem três princípios básicos: ensino, que é a transmissão sistemática de conhecimentos teóricos e/ou práticos indispensáveis ao progresso da educação e da sociedade como um todo.
O ensino pode se dar por meio de aulas, quer sejam prática quer sejam teóricas.
Pesquisa é uma prática sistematizada de aquisição, construção e desenvolvimento do conhecimento humano que se dá por meio de práticas de investigação dos fenômenos observando a origem, as causas, os efeitos e as consequências.
Extensão é um processo de fomento educativo, cultural e científico que viabiliza a inter-relação entre a universidade e a sociedade com o propósito de disseminar e assegurar a transmissão e aquisição de novos conhecimentos; a extensão é acima de tudo, a democratização dos saberes acadêmicos, é o veiculo pelo qual se dá a dialética entre a teoria e a prática de forma inter, multi e transdisciplinar.
A principal justificativa para não desatrelar o ensino da pesquisa e da extensão, é a sua estreita relação. Demos (2000, p. 14), assevera que “quem ensina carece pesquisar; quem pesquisa carece ensinar. Professor que apenas ensina jamais o foi. Pesquisador que só pesquisa é elitista explorador, privilegiado e acomodado”.

6.1.5 - Mas o que é, afinal, produzir conhecimento?
O processo de construir conhecimento se dá mediante a construção do objeto que passa  a se conhecer. Por meio da nossa capacidade de reconstrução simbólica dos dados da nossa experiência científica aprendemos os nexos pelos quais os objetos fazem sentido  para nós. É na pesquisa direcionada que se desenvolve e produz conhecimento. Appolinário (2004, p. 150), diz que a pesquisa se define como sendo o “processo através do qual a ciência busca dar respostas aos problemas que se lhe apresentam. Investigação sistemática de determinado assunto que visa obter novas informações e, ou reorganizar as informações já existentes sobre um problema específico e bem definido”.
Dentro do contexto de produção do saber, observemos as diretrizes aprovadas por ocasião do (ForProEx), Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão(que inclui)a extensão universitária(resume-se num) “[...] processo educativo, cultural e científico, articulado de forma indissociável ao ensino e à pesquisa e que viabiliza uma relação transformadora entre a universidade e a sociedade”. 
Para o Plano Nacional de Extensão Universitária (BRASIL, 2000, p. 5), a “extensão é uma via de mão-dupla, com trânsito assegurado à comunidade acadêmica, que encontrará, na sociedade, a oportunidade de elaboração da práxis de um conhecimento acadêmico. No retorno à Universidade, docentes e discentes trarão um aprendizado que, submetido à reflexão teórica, será acrescido àquele conhecimento”. Assim, neste tema mestrado e doutorado, a universidade tem a contribuir com a sociedade, como esta tem materiais sociais a fornecer para o desenvolvimento daquela; trata-se, pois, como disse o próprio Plano Nacional, de uma troca de informações e subsídios que servem e podem ser aproveitados para o crescimento de ambas. 
A dissociabilidade da pesquisa dos demais componentes, segundo as exigências da educação moderna, é praticamente impossível. É importante que o professor seja um pesquisador e que o pesquisador também seja um professor. Tudo o que se aprende por meio da pesquisa e do ensino deve ser, sobremaneira, socializado; assim sendo, além de professor e pesquisador, é importante que também sejamos extensionistas na práxis acadêmico-educativa.
Embora o conhecimento na nossa tradição cultura seja entendido como mera  representação mental, devemos entender que este não é o ponto de partida do  conhecimento, mas, sim, o de chegada, de um complexo processo de constituição e  reconstituição do sentido do objeto que foi submetido à nossa análise.
Construir um objeto significa pesquisar. Pesquisar dentro de um contexto de mestrando e doutorando junta a Universidade, consiste em  desenvolver processos para construir o objeto de estudo de maneira ativa, contrariamente à forma passiva em que os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio aceitam o  que o professor “ensina”.
Na Universidade, o conhecimento deve ser adquirido por processos adequados. Estes  processos permitem a construção dos objetos. Não se trata (mais) de “repassar” informação pronta nem de se “armazenar” produtos, mas, sim, de aprender processos. As capacidades exigidas do estudante são, então, perceber, entender, refletir,  contextualizar, analisar conceitos e dados. Participar do desenvolvimento de projetos de pesquisa existentes no âmbito dos cursos de Graduação e elaborar Trabalhos de Conclusão de Curso – TCCs são  formas de praticar, da forma mais pertinente, a construção do conhecimento  científico. 











Nota do Autor (2*)
William Sharp, aqui fotagrafado por Dreferick Hollyer (1894).
William Sharp (12 de setembro de 1855 - 12 de Dezembro de 1905) escritor e poeta escocês que, a partir de 1893, publicou livros como “Fiona MacLeod”, um pseudônimo que conseguiu manter quase secreto, durante todo o resto de sua vida(Meyers, Terry L., 1996). Foi membro da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn).
Rosacruz da Ordem Hermética da Aurora Dourada.
A Ordem Hermética da Aurora Dourada ou Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (em inglês, Hermetic Order of the Golden Dawn) foi uma sociedade secreta surgida na Inglaterra em 1888, que reunia várias vertentes do esoterismo, e cujas ramificações encontram-se ativas até os dias de hoje.  Gerald Yorke, diz que a Aurora Dourada foi "a glória culminante do renascimento ocultista do século XIX, sintetizando um vasto corpo de material desconexo e disperso, em um todo coerente, prático e eficiente, o que não pode ser dito de qualquer outra ordem ocultista de que tenhamos conhecimento naquele tempo ou a partir de então” (Gerald Yorke., 1972).

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