quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

6.1.1 - A formação do mestre ou doutor deve se estabelecer basicamente em três pilares ideológicos:



6.1.1 - A formação do mestre ou doutor deve se estabelecer basicamente em três pilares ideológicos:
                                        i.      Formação profissional (ensino e aprendizagem para a aquisição de capacidades e competências técnicas dependentes de contexto - área do  conhecimento específica);
                                       ii.      Formação científica (acesso ao conhecimento e aos métodos para a sua  construção);
                                      iii.      Formação do cidadão, dentro de um contexto de estímulo à tomada de consciência do estudante em  relação à forma em que a História, o contexto pessoal e o contexto social  determinam o sujeito, estímulo à consciência social.
No Brasil, durante o século XIX, o currículo escolar era marcado predominantemente pela tradição literária e clássica herdada dos jesuítas.
Apesar do incentivo de dom Pedro II, e de discursos positivistas de intelectuais brasileiros em favor da ciência, como Rui Barbosa, o ensino de ciências teve pouca prioridade no currículo escolar.
Nos anos de 1930, começou um processo de busca de sua inovação. Processo esse que teve início com um de atualização curricular e depois continuou com a produção de kits de experimentos na década de 1950, culminando com o início da produção de materiais por educadores brasileiros na década de 1970. Cita a partir dos anos de 1970 que teve início efetivo a pesquisa na área de educação em ciências no Brasil.
Historicamente podemos referenciar William Sharp (2*) como o primeiro professor de ciências em uma escola pública britânica. Sharp estabeleceu a disciplina de Ciência para o currículo na escola de Rugby em 1850. É citado como o desenvolvedor do modelo para o ensino de Ciência nas Escolas Públicas britânicas. Esse episódio pode ser considerado como embrião da educação científica do mundo. 
Nos EUA, a educação a ciência, e consequentemente a educação científica, era um tema muito dispersa antes de sua padronização na década de 1890. E o desenvolvimento de um currículo de ciências nesse país foi emergindo gradualmente após extenso debate entre duas ideologias, ciência cidadã e formação pré-profissional. Neste pilar se perpassa os currículos escolares e as mediações pedagógicas na  interação professores-estudantes esperadas durante o espaço-tempo do  estudante na Universidade.
Dentro de uma visão de formação, a Universidade Pública, e as organizações privadas de ensino, em seu sentido mais profundo, devem ser entendidas como uma  entidade que tem por dever prestar serviço à sociedade em que ela se situa. Este compromisso da Educação em geral e da Universidade Pública em particular, e da privada em geral envolve o indivíduo pautado pela cidadania; a vida coletiva pautada pela democracia, que  tem sua gênese na ética da solidariedade entre os homens.  A dignidade humana exige que se garanta a todos os homens compartilhar dos bens naturais, dos bens sociais e dos bens culturais. O que se espera é que nenhum ser  humano seja degradado no exercício do trabalho, seja oprimido em suas relações sociais  ao exercer sua cidadania ou seja alienado – excluído – dos bens simbólicos na vivência  cultural.  Associados a estes pilares, a Universidade Pública, gratuita e as privadas tem como alicerces  indissolúveis o Ensino, a Pesquisa e a Extensão.  Enquanto o Ensino e a Pesquisa se referem diretamente os pilares da Formação  profissional e da Formação científica, respectivamente, a Extensão vai além do  estímulo à conscientização, no intuito da prática de intervenções sociais capazes  de promover a justiça social.  No âmbito universitário, a educação precisa ter na Pesquisa o ponto de apoio das outras  duas atividades (Ensino e Extensão).
De modo geral, a Educação pode ser conceituada como “o processo mediante o qual o  conhecimento se produz, se reproduz, se conserva, se sistematiza, se organiza, se  transmite e se universaliza, disseminando seus resultados no seio da sociedade”. Professora. Laura Sánchez García(2014) sugere que “...a  tradição cultural brasileira privilegia o papel do Ensino das universidades”.  No entanto, e apesar da relevância desta atribuição, em momento algum deve ser  deixado de lado o papel da Universidade na produção do conhecimento científico,  processo que constitui o alicerce principal. A distinção entre as funções de Ensino, Pesquisa e Extensão é meramente uma  estratégia operacional, pois não é possível conceber Ensino sem produção de  conhecimento nem Extensão sem o seu papel de articulador do Ensino e da Pesquisa  aplicados à sociedade. 
Em nossa cultura, o processo de conhecer, específico do ser humano, está profundamente vinculado à escola, componente básico do sistema educacional, em nosso país.
O nosso sistema educacional, por sua vez, no que se refere à escola, compreende os graus: primeiro inicial; segundo médio, profissionalizante ou técnico; terceiro superior, com a função ambígua de profissionalização.

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